domingo, 20 de maio de 2007

BRINCANDO NO PARQUE


A distância da imaginação muito requer.
Da imaginação, facilmente, se tira o que quer.
Por exemplo, agora está longe de mim a mulher,
A mesma que sempre estará comigo onde ela estiver.

Ela está no parque brincando na altura
Que pra mim é agonia e pra ela é aventura,
Onde um céu azul e nublado se lhe faz moldura
Na exata medida que esta minha saudade atura.

Ela está, imagino, sorrindo em alta velocidade,
Que muito sobe e despenca na sua pouca idade
E mesmo assim me faz feliz sua fugaz felicidade.

Quem sabe um dia cesse essa nossa brincadeira?
E ela na minha vida, por fim, se ponha por inteira
E eu entre na dela, sem graça, feito criança arteira.

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